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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Patrimônio de referência do BNDES cai no 4º trimestre

Fonte: Agência Estado
O patrimônio líquido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), incluindo a subsidiária BNDESPar, era de R$ 25,3 bilhões em 31 de dezembro passado, correspondendo a um patrimônio de referência de R$ 42,5 bilhões, informou hoje o BNDES. O valor é superior ao patrimônio de referência de R$ 41,5 bilhões de um ano antes, mas menor que os R$ 44,1 bilhões registrados em 30 de setembro.

O patrimônio de referência é usado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para estabelecer limites prudenciais de crédito que devem ser seguidos por todas as instituições financeiras e fiscalizados pelo Banco Central. Quanto maior for o patrimônio de referência (PR) do BNDES, maior sua capacidade de conceder crédito.

Um desses limites é o de que um grupo econômico pode receber créditos no valor máximo equivalente a 25% do PR de uma instituição. A única exceção para esse limite, aberta com a crise internacional, é o crédito do BNDES para a Petrobras. O banco estatal garante cerca de R$ 50 bilhões para a companhia de petróleo, se ela precisar.


O índice de adequação de capital (índice de Basileia) registrado pelo sistema BNDES foi de 17,7% no fim do ano passado, considerado pelo banco federal como "uma situação confortável em relação aos 11% (mínimos) exigidos pelo Banco Central".O índice de exposição ao setor público ficou em 17,1%, bem distante do limite máximo de 45% fiscalizado pelo BC.

Os ativos totais do sistema BNDES somaram R$ 277,3 bilhões em 2008, com alta de 36,8% em relação a 2007. Do total, 77,9% correspondem à carteira líquida de financiamentos e repasses. No ano passado, a captação de recursos do Tesouro Nacional, no valor de R$ 22,5 bilhões, e do fundo de investimento em infraestrutura com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), de R$ 7 bilhões, dentre outras, complementaram o orçamento, informou o BNDES.

A instituição também informou que o saldo da provisão para risco de crédito alcançou R$ 4,6 bilhões, equivalentes a 13,9 vezes a carteira de créditos inadimplentes, "mais do que suficiente para cobrir possíveis perdas com créditos inadimplentes".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Empréstimos do BNDES podem chegar a R$ 120 bi neste ano, diz Coutinho

Em 2008, volume de empréstimos da instituição somou R$ 92 bilhões.
Segundo Coutinho, R$ 166 bilhões em empréstimos é 'limite teórico'.
Fonte: G1

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou nesta terça-feira (10) que os empréstimos da instituição financeira podem atingir R$ 120 bilhões em 2009. Em 2008, o volume de empréstimos somou R$ 92 bilhões.

Coutinho lembrou que o Tesouro Nacional pode injetar até R$ 100 bilhões no BNDES, o que pode elevar o orçamento da instituição, em 2009, a até R$ 166 bilhões - segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no fim de janeiro.

"Os empréstimos podem chegar a R$ 110 bilhões, R$ 115 bilhões ou R$ 120 bilhões neste ano. O valor de R$ 166 bilhões é o limite teórico. Não é objeto. Esse valor inclui parte para 2010, quando esperamos que o mercado já tenha se normalizado", disse Coutinho a jornalistas.

Segundo o presidente do BNDES, o anúncio de que o orçamento da instituição receberá até R$ 100 bilhões do Tesouro Nacional buscou afastar dúvidas sobre a capacidade do banco público de fazer empréstimos, em um momento de restrição no sistema financeiro.

Medidas

Coutinho informou também que, em mais uma estratégia para combater os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira, a instituição baixou as suas taxas de juros para a linha emergencial de capital de giro destinada à empresas, além de aumentar o prazo de vigência, de carência e também de pagamento.

Coutinho confirmou ainda que estão sendo elevadas as taxas de algumas linhas de investimentos, como bens de capital (equipamentos para distribuição de energia elétrica, telecomunicações e petróleo, entre outros), além de operações de leasing de máquinas e equipamentos, e para compra de caminhões e ônibus.

Na linha de crédito tradicional de capital de giro, que é vinculada a investimentos, a taxa de juros também subiu. Avançou de 8,75% para 11,25% ao ano. Essa linha tradicional de capital de giro financia até 30% dos investimentos previstos, inclusive importações.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

BNDES bate recorde em 2008, mas reduz projeção de investimentos até 2012

Previsão de investimentos nos próximos anos caiu 13%.
Mesmo assim, desembolso de 2009 deve superar o do ano passado.
Fonte: G1

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social informou nesta quinta-feira (29) que seus desembolsos - liberações de financiamentos - cresceram 42% em 2008, na comparação com 2007, atingindo o valor recorde de R$ 92,2 bilhões. O BNDES é um banco estatal de fomento, que libera dinheiro a empresas a juros subsidiados.

“O desempenho em 2008 foi muito bom. O banco expandiu 42% o seu desembolso, as consultas continuaram crescendo. O banco se esforçou muito. A partir do agravamento da crise, acelerou o desempenho para poder responder e ajudar a economia brasileira”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que considerou "moderados" os efeitos da crise internacional, sentida a partir do quarto trimestre.

Os desembolsos do BNDES no 4º trimestre do ano passado somaram R$ 30,8 bilhões, com crescimento de 34%.

Ajuste na produção

Os números refletem, conforme o banco, a realidade econômica brasileira do ano passado - as projeções de crescimento para o país em 2008 encontram-se na ordem de 5%, número que deve ser bastante reduzido neste ano (de acordo com o Fundo Monetário Internacional, o Brasil deve crescer 1,8% em 2009).

"Não há dúvida que em determinados setores há um ajuste de processo de produção, a demanda caiu, estamos em meio um ajuste. O que nós estamos aqui é buscando encontrar formas de abreviar esses ajustes, minimizar os efeitos negativos desse ajuste sobre o emprego, de maneira que a economia brasileira possa voltar a ter mais previsibilidade quanto ao seu potencial de crescimento", disse Coutinho.

Redução

As perspectivas de investimentos do banco para o período entre 2009 e 2012, foram reduzidas - as projeções iniciais, feitas em agosto, foram revistas para baixo em dezembro. Com isso, o valor previsto para as liberações totais no período caíram de R$ 1,5 trilhão para R$ 1,3 trilhão, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (29). Para Coutinho, no entanto, a redução nos planos de investimento é considerada pequena se comparada às estimativas do mercado.

"Não houve uma contração significativa dos planos de investimento. Houve uma desaceleração, mas a taxa continua positiva”, disse Coutinho.

De acordo com o presidente do BNDES, os efeitos da crise se manifestaram de maneira mais intensa no setor de insumos básicos, que compreendem as commodities (produtos básicos com cotação internacional, como ferro, aço e alimentos) exportáveis do Brasil. A forte retração do mercado internacional afetou os planos de investimento do setor.

Nem todos os projetos, no entanto, foram cancelados. Segundo Coutinho, há confirmações e adiamentos de projetos nas áreas de siderurgia, celulose e papel e petroquímica.

Investimentos na Petrobras não são afetados

Na indústria, a previsão de crescimento de investimento anual – no período entre 2009 e 2012 - caiu de 14% para 9,8%. O total de investimentos previstos agora nesse intervalo é de R$ 450,1 bilhões. No setor de infra-estrutura, a previsão de investimentos previstos caiu de R$ 340 bilhões para R$ 319 bilhões. No setor de construção residencial, os valores passaram de R$ 570 bilhões para R$ 535 bilhões.

A redução na previsão dos investimentos, no entanto, não afeta a Petrobras, segundo o presidente do BNDES. Dos R$ 317,7 bilhões previstos para serem investidos entre 2009 e 2012 no setor de intensivos em recursos naturais, 80% destinam-se à estatal.

"No caso da Petrobras, não houve redução. Houve confirmação e até expansão do investimento programado".

Desembolsos de R$ 120,8 bi em 2009

Apesar do corte no período fechado, os desembolsos de até R$ 120,8 bilhões previstos para 2009 e de R$ 136,2 bilhões estimados para 2010 representarão novo recorde para a instituição. Segundo Coutinho, esse resultado dependerá de como o mercado privado reagirá à crise, aliviando ou não o papel do BNDES na economia.

Para a área de infra-estrutura, a expectativa é que os desembolsos dobrem entre 2008 e 2010. Na área social, a estimativa é de que o aumento nesse período fique em 109%, incluindo novos desembolsos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas áreas de transporte e saneamento. Já para o setor de exportação – diretamente afetado pela crise financeira mundial – a expectativa é de que haja uma queda de 8% dos desembolsos no período.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Reforço de R$ 100 bilhões ao BNDES vai ajudar país a enfrentar crise, diz Lula

Segunde presidente, verba vai ajudar projetos da Petrobras com pré-sal.
Lula defendeu que banco priorize projetos ligados a geração de emprego.
Fonte: G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (26), durante o programa semanal de rádio “Café com o presidente”, que o reforço de R$ 100 bilhões ao caixa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciado na semana passada, vai incentivar novos investimentos, evitando que a crise financeira global tenha maior gravidade no Brasil.

“A medida que nós tomamos agora é extremamente importante porque nós estamos reforçando o caixa do BNDES com R$ 100 bilhões para que o BNDES possa não apenas incentivar novos investimentos no setor produtivo, mas possa, inclusive, ajudar nos grandes projetos que a Petrobras tem aqui no Brasil com o pré-sal”, disse o presidente.

Lula voltou a afirmar que nenhum “grande projeto brasileiro” em andamento será paralisado por conta da crise e disse que a estatal, que “há 20 anos não fazia uma refinaria”, manterá as obras em quatro estados: Pernambuco, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte.

Nesta segunda, a Petrobras dará novos esclarecimentos sobre o plano de negócios anunciado na última sexta (23), que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões ao longo dos próximos cinco anos.

“Eu acho que o Brasil está preparado e precisa sair fortalecido dessa crise. Eu volto a repetir aquilo que eu tenho dito desde o ano passado: essa crise tem que ser vista como uma grande oportunidade para o Brasil mudar de patamar quando essa crise acabar”, disse Lula.

Empregos

O presidente também defendeu que os empréstimos concedidos pelo BNDES e outros bancos públicos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNB (Banco do Nordeste) e Basa (Banco da Amazônia) estejam voltados a projetos a geração de emprego.

“Vamos cuidar para que os empréstimos dos bancos públicos, [...] quando eles fizerem os empréstimos ou crédito que isso esteja ligado a geração de postos de trabalho porque é o que conta para a distribuição de riqueza e para a melhoria de vida das pessoas” disse.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Empréstimos do BNDES atingem R$ 90 bilhões em 2008

Valor supera previsão inicial da instituição.
Desembolsos permitiram investimentos de R$ 167 bilhões.
Fonte: G1

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2008 foram de R$ 90,87 bilhões, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (23) pela instituição.

O valor supera a previsão inicial do banco para o ano passado, de R$ 80 bilhões, mas fica um pouco abaixo da projeção de R$ 91,5 bilhões feita pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, no início de dezembro. Mas é quase o dobro da média anual de liberações do banco de 2003 ao ano passado, que foi de R$ 45,9 bilhões, e supera em muito o total de 2007, que foi de R$ 64,892 bilhões.

Investimentos

Os desembolsos realizados pelo banco estatal permitiram investimentos de aproximadamente R$ 167,7 bilhões em 2008. As contrapartidas dos investidores apoiados foram de R$ 76,8 bilhões.

Dentre os investimentos totais, os fixos adquiridos no País foram de R$ 104,4 bilhões e possibilitaram a geração ou manutenção de 2,8 milhões de empregos em 2008. Não se considerou no cálculo dos empregos, feito pelos economistas do BNDES, as operações de refinanciamento ou reestruturação societária, participações acionárias, aquisição de equipamentos importados e financiamento das exportações.

Foi a primeira vez que a quantidade de empregos gerada ou mantida por projetos apoiados pelo BNDES superou a marca de 2 milhões. Foi também obtida no ano passado a relação de 27,4 empregos para cada R$ 1 milhão em investimento fixo, a mais alta relação de geração de empregos por investimento fixo desde o início da série estudada por economistas do BNDES, em 2003.

A segunda maior relação foi em 2003, de 24,4 empregos por R$ 1 milhão. O aumento decorreu de uma maior participação de setores com efeito multiplicador em empregos indiretos nos desembolsos do banco.

Empregos

Segundo o BNDES, as empresas financiadas pelo banco geram mais postos de trabalho do que as demais no longo prazo. A instituição cita que há um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em fase de conclusão, mostrando que as companhias que obtiveram empréstimos no BNDES empregaram, no terceiro ano após o financiamento, 28% mais trabalhadores do que as que não obtiveram crédito da instituição.

Outra conclusão, diz a nota do BNDES, é que as empresas apoiadas também se tornaram mais produtivas e "no terceiro ano após a concessão de crédito, a produtividade daquelas empresas era 36% superior a das não financiadas pelo banco".