sexta-feira, 6 de março de 2009

Produção industrial brasileira cresce 2,3% no mês em janeiro, diz IBGE

Fonte: Valor Online
A produção industrial brasileira registrou elevação de 2,3% entre dezembro de 2008 e o primeiro mês deste ano, na série com ajuste sazonal. Com isso, interrompeu uma série de três resultados negativos, destacou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Perante janeiro de 2008, houve, no entanto, baixa de 17,2% na atividade fabril, o terceiro declínio seguido neste tipo de comparação e a retração mais significativa da série histórica iniciada em janeiro de 1991. Em 12 meses, o IBGE apurou crescimento de 1%, a menor marca desde fevereiro de 2004 (0,2%).

Respeitando o confronto dezembro do ano passado com janeiro deste exercício, dos 27 ramos analisados, 15 registraram expansão, sobressaindo o segmento veículos automotores, que teve ampliação de 40,8%, devido ao retorno parcial das férias coletivas.

O organismo mencionou ainda o caso de material eletrônico e equipamentos de comunicação (28,4%), borracha e plástico (13,6%), têxtil (10,3%) e alimentos (1,6%). Esses ramos, mais o de veículos automotores, tinham verificado quedas expressivas no fim de 2008.

Em sentido contrário, das indústrias que apresentaram diminuição na produção em janeiro agora, apareceram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%) e metalurgia básica (-4,7%).

Por categoria de uso, bens de consumo duráveis registraram acréscimo de dois dígitos no começo de 2009, de 38,6%. Bens de capital subiram 8,4% em janeiro em relação ao mês antecedente e bens de consumo tiveram alta de 3,6%. Com variação mais modesta, bens intermediários cresceram 0,8%. Bens de consumo semiduráveis e não duráveis, por sua vez, declinaram 0,6%.

Levando em conta o comparativo com o primeiro mês do ano passado, a produção de veículos automotores recuou 34,5%, outros produtos químicos cederam 29,2% e metalurgia básica teve queda de 31,3%. O IBGE citou ainda o recuo de 24,4% na atividade de máquinas e equipamentos e de 45,9% em material eletrônico e equipamentos de comunicações.

Ainda na relação com janeiro de 2008, todas as categorias de uso ficaram no terreno negativo, com bens de consumo duráveis registrando a redução mais intensa, de 30,9%. O instituto atribuiu essa diminuição ao desempenho em automóveis (-29,6%), celulares (-63,8%) e eletrodomésticos (-12,2%).

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